Para ministro da Fazenda, propostas podem encarecer subsídios econômicos
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, criticou nesta terça-feira (2) o programa de governo da candidata Marina Silva (PSB) e argumentou que a política proposta pode reduzir a atividade da economia brasileira.
Entre as propostas da candidata do PSB estão medidas que diminuem a influência do Estado na economia, como a independência do Banco Central (o que agrada a agentes do mercado financeiro, mas aumentaria a influência do capital privado) e a menor influência de bancos públicos (como o BNDES) na concessão de crédito para a economia, em especial para setores agrícola e imobiliário.
"Hoje sabemos que financiamento de máquinas e equipamentos, comprados por todos os setores econômicos, teriam elevação de custo. Sem subsídios, eles vão encarecer se depender só de bancos privados, que cobram taxas mais elevadas. Bancos privados devem ter participação cada vez maior, mas sem que se tire os bancos públicos disso", defendeu o ministro da Fazenda.
— Além disso, combater a inflação com aumento muito grande do primário, um choque de primário, também pode ser temerário, porque pode paralisar a atividade econômica. Eu acho que a inflação se combate com firmeza, como temos feito, com política monetária firme, inclusive com elevação de taxas de juros, porém, não a volta ao passado, que é a elevação da taxa de juros como 20%, 30%, 40%, como antes do nosso governo", afirmou, aproveitando para criticar o governo do tucano Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).






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